Preço de atacado por quantidade na adega

Atualizado em 21 de setembro de 2026

Preço de atacado por quantidade é uma faixa no produto: a partir de tantas unidades, o preço unitário cai sozinho. A faixa olha o pedido inteiro — as rodadas da mesa somam — e o primeiro pagamento congela o que já foi lançado. O cupom imprime o preço praticado, não um desconto. Se o caixa calcula o fardo de cabeça, a segunda rodada quase sempre sai no preço errado.

Na adega o mesmo rótulo sai de um em um e de doze em doze no mesmo balcão. O cliente da mesa pede três, depois mais seis, depois fecha o fardo. Se o desconto de quantidade vive na cabeça do caixa, a segunda rodada volta ao preço de varejo — ou o desconto entra duas vezes. Os dois erros aparecem no fechamento, não na hora do “pode deixar”.

Por que o desconto de cabeça falha

O varejo cobra a garrafa. O atacado cobra o fardo. No meio existe a mesa que não comprou o fardo de uma vez: comprou ao longo da noite. A regra justa é somar o que está ativo no pedido e aplicar o preço da faixa quando a quantidade chega lá. Sem essa soma, ou você privilegia quem pede doze de uma vez e pune quem pede em três rodadas, ou o caixa “compensa” no olho e a margem do rótulo vira loteria.

Outro furo: tratar a faixa como desconto no cupom. O cliente lê um abatimento e pergunta na próxima vez. Preço por quantidade é preço praticado. A linha sai pelo valor da faixa, não por um desconto empilhado em cima da tabela.

Como montar a faixa sem se enrolar

Três limites evitam a briga depois. A faixa existe em produto simples — o item que não é combo montável. Dá para cadastrar até cinco faixas. A quantidade mínima da primeira, em unidade, é inteira e pelo menos 2: não existe faixa “a partir de 1”, porque isso é o preço de tabela. O preço da faixa nunca é maior ou igual ao de tabela nem ao de uma faixa menor. Se a garrafa está a R$ 8, a faixa de 12 não pode ser R$ 8 nem R$ 8,50.

Antes de publicar, olhe o custo. Garrafa a R$ 8 com custo médio de R$ 5,50 ainda sobra. Faixa de 12 a R$ 5,40, com o mesmo custo, vira promoção disfarçada de atacado. A conta de margem — preço menos custo, imposto e taxa — continua valendo no preço da faixa, não só na tabela. Sem custo, a faixa é palpite.

Um exemplo na mesa

A cerveja está a R$ 8 a unidade. A faixa começa em 12 unidades a R$ 6,50. A mesa pede 4, depois 5, depois 3. Na terceira rodada a soma chega a 12 e o preço das linhas ativas cai para R$ 6,50. Se a mesa já tinha feito um pagamento parcial nas primeiras 4, aquelas 4 ficam no preço em que foram cobradas; o que entrar depois já nasce na faixa da quantidade total. Congelar no primeiro pagamento evita reabrir o que o cliente já pagou.

Se no mesmo horário houver happy hour nesse rótulo, vale o menor dos dois preços. Os descontos não se somam. Prometer “faixa mais happy hour” na mesma cerveja é um combinado que a operação não fecha.

O que a faixa não faz

Não vale em produto montável. Não muda o preço depois que o primeiro pagamento entrou nas linhas já lançadas. Não é histórico de tabela: o pedido de ontem permanece no preço em que saiu. E não substitui o estoque: dose e garrafa fechada do mesmo rótulo baixam o mesmo saldo, com ou sem faixa.

Quem só vende unidade, sempre uma, não precisa de faixa. Quem precisa que o preço mude depois do pagamento já feito também não: a regra do congelamento existe justamente para a conta da mesa não andar para trás.

Quando faz sentido

  • A adega vende garrafa e fardo no mesmo caixa e o desconto de quantidade sai de cabeça, diferente a cada atendente
  • A mesa pede o mesmo rótulo em várias rodadas e o preço de atacado só entra se alguém lembrar de recalcular
  • O cupom mostra “desconto” onde na verdade era preço de fardo, e o cliente cobra o mesmo abatimento na próxima vez
  • Você já sabe o custo da garrafa e quer a faixa abaixo da tabela, nunca abaixo do custo

Quando repensar

  • O produto é montável (combo, meio a meio): faixa de quantidade não entra nesse tipo de item
  • A casa só vende de um em um, sempre, e ninguém pede fardo nem quantidade maior
  • Você precisa reabrir o preço das linhas depois do primeiro pagamento — o primeiro pagamento congela o que já foi lançado
  • Você espera somar a faixa com o happy hour no mesmo item: vale o menor preço, não os dois juntos

Como resolver com o Gustto

No Gustto, preço por quantidade é recurso de gestão do plano Pro (R$ 199/mês), no mesmo conjunto de custo e margem. Você cadastra até cinco faixas no produto simples; no pedido o preço cai sozinho quando a soma das rodadas atinge a faixa, e o cupom imprime o preço praticado. O primeiro pagamento congela as linhas já lançadas. Entre a faixa e o happy hour, vence o menor preço. A adega continua vendendo varejo, fardo e copo no mesmo cadastro.

Perguntas relacionadas

A faixa soma as rodadas da mesa ou só a linha da vez?

Soma a quantidade ativa do produto no pedido inteiro, inclusive as rodadas da mesa e da comanda. Não olha a linha isolada. É isso que faz o fardo “fechar” ao longo da noite, não só quando alguém pede as doze de uma vez.

O que acontece se a mesa já pagou uma parte?

O primeiro pagamento congela as linhas já lançadas. O que entrar depois já nasce com a faixa da quantidade total, sem mexer no que foi cobrado. Evita a conta andar para trás depois que o cliente passou o cartão.

Quantas faixas um produto pode ter?

No máximo cinco, em produto simples. A quantidade mínima da primeira, em unidade, é inteira e pelo menos 2. O preço de uma faixa nunca é maior ou igual ao de tabela nem ao de uma faixa de quantidade menor.

A faixa aparece como desconto no cupom?

Não. O cupom imprime o preço praticado. Não é um abatimento em cima da tabela. Tratar como desconto ensina o cliente a cobrar o mesmo número na próxima compra, mesmo sem atingir a quantidade.

Happy hour e faixa de quantidade se somam?

Não. Vale o menor dos dois preços. Se o chope está em happy hour a R$ 12 e a faixa de quantidade iria a R$ 11, sai a R$ 11. Os dois percentuais não se acumulam na mesma linha.