A câmera como leitor de código de barras
Na busca de produto da venda, na venda rápida e na consulta de preço há um botão da câmera. O operador toca, aponta para o código e o item entra no pedido como entraria se tivesse passado no leitor USB — a etiqueta da balança inclusive. A câmera lê os códigos de barras de produto (EAN, UPC, Code 128, Code 39 e ITF) e a etiqueta da balança, pelo mesmo caminho do leitor. Quantidade e peso da etiqueta não mudam de regra porque a leitura veio da câmera.
Na primeira vez o navegador pede permissão para usar a câmera. A leitura funciona no Chrome do Android, no Safari do iPhone e no tablet. No iPhone a primeira leitura leva um instante de preparo antes de ficar pronta. A câmera não abre quando o PDV está aberto pelo servidor da loja na rede local; nesse ponto o leitor USB continua sendo o caminho, no computador do caixa.
O celular como leitor de comanda
O cartão ou a pulseira de comanda é lido pelo próprio celular só no Chrome do Android. O atendente encosta o plástico nas costas do aparelho. Na primeira vez toca em "Toque para ler o cartão pelo celular" e permite; nas vezes seguintes a leitura começa sozinha, sem esse toque.
Dá para abrir comanda, abrir mesa com comanda, fechar a conta, conferir a portaria na entrada e na saída, e cadastrar cartões um a um ou em lote. O mesmo cartão vale no leitor USB e no aplicativo Gustto PDV para computador. No iPhone o próprio aparelho não lê o cartão: ali vale o número impresso no plástico. No computador, a leitura é pelo leitor USB, no aplicativo Gustto PDV.
Quando o leitor USB ainda compensa
A câmera serve para começar e para quem bipa pouco — conveniência pequena, adega, padaria fora do pico. Quando o caixa passa código sem parar, no pico, o leitor USB lê mais rápido e deixa a câmera livre. A câmera não substitui esse ritmo.
Um ponto fixo de caixa, com computador e leitor USB, continua valendo a compra. Na portaria com fila, o leitor comum de aproximação no aplicativo Gustto PDV segura a entrada. Um celular Android no Chrome cobre a porta e o balcão quando a fila não é grande; onde a fila aperta, o computador com o leitor segue sendo o caminho.
O que conferir antes
No Android, a leitura do cartão precisa do NFC ligado. Nem todo plástico é lido pelo celular: os cartões do tipo NTAG funcionam; outros tipos podem não ler. Se a casa ainda vai comprar o rack, prefira NTAG — o mesmo cartão cadastrado pelo celular é reconhecido pelo leitor USB e pelo aplicativo para computador.
O PDV precisa estar aberto pelo endereço normal. Nem a câmera nem o cartão funcionam com o sistema aberto pelo servidor da loja na rede local. E o celular não substitui a impressora: a comanda térmica continua no mini PC, como em qualquer outra loja que imprime.