A pergunta chega sempre no mesmo formato: "quanto custa por mês?". A resposta honesta é que a mensalidade é a menor parte da decisão — e, em Belo Horizonte, há um item que muda a conta em relação a outras capitais: a emissão fiscal deixou de ser um "quando der".
As quatro partes do custo
Todo orçamento de PDV se decompõe em mensalidade do software, equipamento, emissão fiscal e implantação. O erro clássico é somar as quatro como se todas fossem obrigatórias na semana de abertura. Não são. Duas delas dependem do estágio da casa, e uma depende da lei.
Mensalidade: o custo que se repete
É o valor previsível, e o único que você paga todo mês. No Gustto, o plano de entrada custa R$ 99 por mês, com uma loja, uma impressora e usuários ilimitados — o número de garçons não muda o preço, o que importa para casa de bairro que contrata reforço no fim de semana. O plano seguinte, de R$ 199 por mês, acrescenta controle de estoque e relatórios completos; o de R$ 399 expande limites de loja e impressora para quem tem mais de um ponto. No plano anual o valor mensal cai, e não há fidelidade nem multa de cancelamento.
Para efeito de comparação: R$ 99 por mês são cerca de R$ 3,30 por dia. Um restaurante do Buritis que serve 60 almoços num dia comum cobre esse valor no primeiro prato.
Equipamento: onde a nuvem muda a conta
Sistema instalado tradicional pressupõe um computador de caixa e, às vezes, um servidor local com manutenção anual. Um PDV que roda no navegador aceita o aparelho que já existe: tablet no caixa, celular do garçom para lançar pedido na mesa, notebook do escritório para olhar relatório. Para muita casa em BH, o investimento inicial em hardware é zero — e o segundo dispositivo entra quando o salão cresce, sem licença extra.
O que não é opcional é internet estável. É a dependência real de qualquer sistema em nuvem, e vale mais atenção do que a escolha do tablet.
Impressão de comanda e cupom
A impressora térmica entra quando você quer comanda saindo direto na cozinha ou cupom no balcão. A referência que usamos é uma térmica de 80 mm com padrão ESC/POS, mais um mini PC de entrada — um computador pequeno e barato — rodando o agente que faz a ponte entre a nuvem e a impressora. Os dois são investimento único; os preços variam por lojista, então cotar na hora vale mais do que qualquer número escrito aqui.
Ponto importante para dimensionar risco: falha de impressão não trava a venda. O pedido é registrado, o pagamento entra, e a impressão é reenviada. Dá para começar sem impressora e adicionar no mês seguinte.
Emissão fiscal em MG: um custo que virou obrigação
Aqui BH se separa de outras praças. Em Minas Gerais, a NFC-e substituiu a nota modelo 2 e o cupom fiscal de ECF nas vendas de varejo a consumidor final, e os documentos antigos deixaram de valer em 1º de agosto de 2026. Ou seja: para a maioria dos restaurantes mineiros que atendem consumidor final, emitir deixou de ser um item de orçamento futuro.
O custo tem três componentes. O credenciamento na SEF-MG é gratuito. O certificado digital ICP-Brasil é contratado com uma certificadora, com validade anual. E o sistema emissor: no Gustto, a emissão de NFC-e é um recurso opcional de R$ 49,90 por mês, com setup fiscal assistido de R$ 199 cobrado uma única vez por loja — nossa equipe configura certificado, CSC e dados da empresa junto com você.
Somando o essencial de uma casa de salão em BH: R$ 199 do plano com estoque, R$ 49,90 da emissão fiscal, o certificado digital e o investimento único em impressora, mini PC e setup.
Implantação e treinamento
Em sistema de nuvem, implantação costuma custar zero em dinheiro e algumas horas de trabalho. Cardápio, categorias, mesas e formas de pagamento são cadastrados por você pelo painel. Reserve uma tarde antes da estreia e prefira começar por um turno de menor movimento — segunda à noite ensina mais do que sexta cheia.
Duas contas de verdade
Boteco de bairro, atendimento de balcão e mesa na calçada, sem cozinha complexa: R$ 99 por mês, celular que já existe, impressora depois. Com a emissão fiscal ligada, R$ 148,90 por mês mais o certificado.
Restaurante de almoço executivo na região da Savassi ou de Lourdes, com salão, cozinha e estoque a controlar: R$ 199 por mês do plano, R$ 49,90 da emissão, impressora e mini PC uma vez, setup fiscal uma vez. Se a casa atende empresas com almoço faturado no fim do mês, o controle de convênio entra na conta como recurso opcional.
O que dá para adiar — e o que não dá
Adiável: impressora, segundo dispositivo, plano com estoque. Não adiável: internet decente, cadastro de produtos organizado e a conversa com o contador sobre a emissão fiscal. Antes de assinar qualquer coisa, use o teste — no Gustto são 14 dias grátis, sem cartão — rodando um serviço real, não uma demonstração. A conta que importa é a do seu salão cheio.